produção

1. Fusão

The melting equipment is consisted by:

-3 fornos a gás propano, com capacidade de cadinho de 180 Kg respectivamente para estanho, alumínio e latão;-1 forno eléctrico de resistência, com cadinho de capacidade de 200Kg, para estanho.

Note-se que cada forno está dedicado a fundir sempre a mesma liga, evitando-se, assim, contaminação do banho. Existe uma só liga de estanho, de alumínio e um só latão.

A capacidade horária de fusão por forno é de cerca de 80 Kg. Os gitos e sobras – fundidos à parte – são segregados e colocados em pequenas caixas de madeira ou cartão, o que contribui para a arrumação e limpeza do sector.

Há a fusão de manhã e de tarde, diariamente. A produção mensal é de cerca de 2 toneladas de estanhos e 2 toneladas de alumínios. Cômputo anual: da ordem das 50 toneladas de peças, repartidas em partes sensivelmente iguais pelas duas ligas.

2. Moldação

Toda a moldação é manual, utilizando-se calcadores de cunha e de prata. No sentido de reduzir o espaço inerente a este processo e, simultaneamente, aumentar a produtividade, está previsto o emprego de calcadores pneumáticos. O transporte das moldações até às praças de vazamento e o seu fecho é feito sem qualquer equipamento auxiliar.

Há duas zonas de moldação: uma para estanhos e outra para alumínios.

Utilizam-se ainda, dois processos na moldação em areia:

- Processo corrente, figuras 2 e 3: é seguido nas séries pequenas ou para uma peça. Utilizando o molde solto – que se apresenta como uma chapa metálica com a forma e espessura do fundido a obter – fazem-se, sucessivamente, as duas moldações, a inferior e a superior, como é usual.

- Processo para séries consideradas significativas: este processo da chapa-molde é pouco usado, uma vez que as séries em geral, são reduzidas.

- Para a abertura do gito de descida, com a moldação superior já calcada, utiliza-se um tubo de parede fina de uma colecção de vários com diferentes diâmetros que, pressionado sobre a moldação (fig 4) abre nela um furo, ficando um tarugo de areia dentro do tubo donde é, posteriormente sacudido.

-Para o fabrico de fundidos muito pequenos também utilizam a moldação centrifugada. Para o efeito, há três centrifugadoras, de eixo vertical. Os moldes, em borracha silicone são feitos na casa.

3. Latoaria

O transporte manual do metal líquido dos fornos até às praças de vazamento, é efectuado com pequenas colheres tipo cachimbo, movimentadas por um só trabalhador.

Junto às praças um queimador a gás, proveniente de uma barrica de tipo doméstico, leva o material à temperatura de vazamento. Como não se utilizam grampos ou pesos para compensar a impulsão do metal líquido e evitar o levantamento das moldações no vazamento e enquanto o metal está líquido, durante este tempo o moldador – ou outro trabalhador – exercem força sobre a moldação superior; pressionando-a por meio de duas hastes.

4. Latoaria

Neste sector, exclusivo dos estanhos, procede-se à solda dos componentes, fundidos ou em chapa, que integram o artigo, utilizando-se pequenos maçaricos a gás (fig 7). Também se tapam furos e outros defeitos com solda de estanho.

Nos casos – são os mais frequentes – em que o fundo de recipientes é em ângulo vivo com as paredes dos mesmos, a ligação de ambos faz-se por solda, dado que, se em moldação, as quinas vivas de areia partiriam, segundo diz a experiência da casa.

Seguidamente, procede-se à limagem das zonas soldadas (fig 8). Nesta área – fisicamente separada das outras por uma parede envidraçada – trabalham 14 pessoas, sendo este local sede de um trabalho muito meticuloso. Daí a conveniência da referida separação. Trata-se também, do sector mais populoso. Numa das extremidades encontram-se ainda, algumas máquinas-ferramentas simples, nomeadamente uma furadora e uma de corte por disco.

5. Lixagem

Contígua ao sector da Latoaria, constituindo a fase seguinte, encontra-se o sectro da lixagem dos estanhos, com duas lixadoras duplas, de mós (fig 9). No total, 10 postos de trabalho.

6. Limpeza

Após a lixagem há uma operação de limpeza efectuada numa máquina vibratória. O agente de limpeza é a granalha de esferas de aço.

Efectuado o polimento, as peças vão a uma instalação de lavagem com tricloroetileno para retirada dos sabões.

7. Acabamento
Controle final

Neste sector, que se segue ao da limpeza das peças e é comum aos estanhos e alumínios, efectua-se, manualmente, a limpeza das peças com gesso cré e a aplicação da patine, operação esta chamada de patinagem.

8. Tornearia

A empresa dispõe de três tornos utilizados para repuxagem e outras operações.

Os moldes encontram-se em estantes de madeira. Este sector vai ser beneficiado com um sistema adequado de localização dos moldes. Estes, feitos na casa pelo encarregado, são em estanho, alumínio e cobre.

9. Ambiente

Exteriormente, nada denuncia que para lá de uma parede austera se encontra uma actividade industrial e, menos ainda, uma fundição.

Cinco unidades independentes de aspiração asseguram a manutenção de um ambiente satisfatório. Essas unidades distribuem-se pelas seguintes zonas:

Fundição, latoaria, máquinas de lixar e polir, tornos, aspiração individual para alumínios. A aspiração efectua-se através de grelhas colocadas ao longo das tubagens principais dispostas junto ao tecto, e por meio de tubos flexíveis até aos bocais existentes, para esse efeito, nas máquinas.

10. Controle de Qualidade

Sendo uma exigência fundamental da empresa, o controle de qualidade é garantido na totalidade do produto, abrange o processo de fabrico e a própria matéria-prima.

Um técnico especializado, em actividade permanentemente na fábrica, garante o máximo rigor no acabamento de cada peça que sai da João Vieira de Campos, Lda.

Quanto à matéria-prima, este processo está certificado pela EPU – European Pewter Union. A associação que reúne os mais conceituados produtores da Europa, exige que todas as peças tenham na sua composição um mínimo de 97% de estanho. Todas as nossas peças são cunhadas com o selo de garantia da EPU.

Como se pode ver na imagem, o cunho da EPU identifica o país e a empresa certificada. Neste caso, o primeiro dígito (5) corresponde a Portugal e os restantes (01) à João Vieira de Campos, Lda.